As origens da Luftwaffe
(Burlando o Tratado)

Com a assinatura oficial do humilhante Tratado de Versalhes, que pôs fim a I Guerra Mundial, não houve outra alternativa aos alemães a não ser efetivamente desmantelar e entregar toda a sua Força Aérea. Paralela-mente, proibiram a fabricação de todo e qualquer tipo de aeronave e limitaram a frota civil em 140 aviões. Co-mo resultado destas medidas, a indústria aeronáutica alemã virtualmente deixou de existir.

Contudo, os alemães resistiram a esta idéia, vindo a utilizar várias aeronaves na supressão das revoltas comu-nistas que irromperam no País entre o final de 1918 e meados de 1919. Cerca de 35 esquadrões foram forma-dos entre os Freikorps (grupos de soldados contra-revolucionários independentes do Exército), o que totalizava algo em torno de 300 aeronaves. A partir de 1922, foi permitida a construção de aviões civis, mas com certas restrições quanto a peso, teto, velocidade e potência

General Hans von Seeckt Em 1924 o General Hans von Seeckt (1866-1936), chefe do Estado Maior do Exército, não só tinha assegurado que punhado de oficiais originários do antigo Corpo Aéreo Imperial fosse mantido no novo Reichswehr (que era limitado a 100.000 homens) como também procurou aproximá-los da indústria aeronáutica que começava a ressurgir. Foram estes homens que procuraram incentivar o vôo planado na década de 20 e deram suporte para a criação e expansão da Lufthansa (a principal empresa de vôo comercial da Alemanha). Com isso bus-cavam manter vivo o interesse pelo vôo entre as novas gerações.

Mais importante ainda foi o desenvolvimento de um acordo militar secreto com a Rússia, através do Tratado de Rampallo, assinado em 1922. Através deste acordo, além de normalizarem as relações entre os dois países (ambos vistos como párias na comunidade internacional), criou um intercâmbio de cunho ae-ronáutico muito proveitoso para ambos: enquanto a Alemanha se comprometia a fornecer tecnologia aos soviéticos, estes cederiam as máquinas e o suporte para que os alemães treinassem novos pilotos em território soviético - longe da vigília dos Aliados.

Em 1925 começou a funcionar a base aérea de Lipetz, situada a 483 km a sudoeste de Moscou, equipada com aviões Fokker XIII contrabandeados da Holanda. Lá era feita a reciclagem das Águias Antigas (veteranos da Primeira Guerra Mundial) e o treinamento das Águias Jovens (novos recrutas). Esta base permaneceria aberta até 1933, quando já tinha formado mais de 120 pilotos - a maioria focada para o apoio de tropas terrestres (nenhum foi treinado em técnicas de bombardeio estratégico). Foi também em Lipetz que os protótipos dos novos aviões de combate se submeteram aos testes de armamentos, notadamente os aviões de reconhecimento Heinkel He 45 e He 46, o caça Arado Ar 68 e o bombardeiro Dornier Do 11. Em todos esses casos, as armas e porta-bombas tiveram de ser retirados dos aparelhos antes de voarem para a URSS, mas essas peças foram embarcadas para Lipetz em separado e repostas lá.

Por volta de 1926 os alemães tiveram permissão de treinar um máximo de dez pilotos por ano para o exército, osten-sivamente com a finalidade de colher dados meteorológi-cos e proporcionar apoio aéreo para a polícia civil em caso de necessidade. Neste mesmo ano também se suspende-ram as restrições à construção de aviões. Já existia uma indústria aeronáutica pequena porém eficiente, e quase to das as firmas que mais tarde produziriam aviões em mas-sa para a Luftwaffe também já existiam: Dornier em Frie-drichshafen, Focke-Wulf em Bremen, Heinkel em Warne-munde, e Junkers em Dessau. Em Augsburg, um jovem projetista chamado Willi Messerschmitt, trabalhava ardua-mente no desenvolvimento de projetos de aviões esporti-vos para a Bayerische Flugzeugwerke.
Heinkel He 45

Fundindo-se várias companhias de transporte aéreo de instável situação financeira, criou-se a companhia aérea estatal, Lufthansa, que gozava do patrocínio governamental. Funcionavam já algumas linhas aéreas menores, com vôos regulares para os países da Europa Oriental. Depois de firmar uma série de acordos com os ex-inimigos da Alemanha, a Lufthansa, sob o comando de seu Diretor Comercial, o futuramente famoso Erhard Milch (1892-1972), obteve permissão para estender linhas para a Europa Ocidental. A companhia desenvolveu e aperfeiçoou métodos de vôo noturno e para qualquer tempo, tornando-se uma das tecnicamente mais avançadas do mundo. Pouco depois de sua criação, formou-se um pequeno núcleo de tripulações militares dentro da linha aérea estatal, que treinavam nas quatro escolas de pilotos da Lufthansa. Muitos futuros pilotos da Luftwaffe começaram suas carreiras na Lufthansa que, além disso, permitiu o renascimento dos fabricantes de aviões com os seus pedidos cada vez mais constantes de novas aeronaves.

 

O Renascimento de uma Força Aérea

Planos para a criação de uma Força Aérea independente - a Luftwaffe - datavam de meados da década de 20. Contudo a Quebra da Bolsa de Valores de New York em 1929, atrasou e limitou o plano. Assim, o objetivo passou a ser a criação de uma Luftstreikrafte des Neuen Friedenheeres (algo como Corpo Aéreo do Novo Exército dos Tempos de Paz). Esta seria constituída, até 1933-34, de 150 aviões de frente e 50 de reserva, divididos em 22 staffeln, 13 dos quais dedicados à reconhecimento, seis à Caças e três à bombardeiros.

Erhard Milch

Estes esquadrões eram voltados todos para o suporte de tropas ter-restres, seja atuando como os “olhos” do exército ou como proteção destes esquadrões de reconhecimento (através dos caças). Mais ainda, os alvos a serem bombardeados seriam escolhidos de acordo com os interesses das tropas terrestres, procurando enfraquecer ini-migo em nível operacional e tático. Esses planos receberam a apro-vação oficial em agosto de 1932, cinco meses antes de Hitler se tornar chanceler do Reich.

Dessa forma, Hitler herdou uma Força Aérea embrionária. Logo após se tornar chanceler em 30 de janeiro de 1933, o líder nazista indicou Hermann Göring como Reichskommissar für die Luftfahrt (Comissário Aéreo do Reich).

Como Göring estava envolvido demais na política ele indicou o meio judeu Erhard Milch para atuar como Staatssekretär der Luftfahrt (Secretário de Estado para a Aeronáutica), sobre quem recairia o verdadeiro trabalho de desenvolver a Luftwaffe.

Imensa tarefa o confrontava, mas, para realizá-la, Milch recebeu todo o apoio do governo. Dentro do mais rígi-do segredo, ele criou novas escolas de treinamento, providenciou para que se contruíssem novos aeródromos e fábricas, e fez grandes pedidos de aviões às várias empresas alemãs.

Um dos primeiros atos de Milch foi ordenar a construção de caças e bombardeiros para ressuscitar a estagnada indústria aeronáutica. Os primeiros modelos solicitados foram o caça biplano Heinkel He 51 e uma conversão para bombardeiro do Junkers Ju 52 e do Dornier Do 23. Mas para Milch, essas máquinas não passavam de tipos intermediários; elas serviriam para iniciar as linhas de produção e dar às suas tripulações experiência com aparelhos relativamente modernos.

A década de 30 trouxe consigo uma revolução no desenho de aviões, quando o biplano revestido de tecido e escora-do com montantes, com seu trem de pouso fixo, deu lugar ao monoplano, que era muito mais veloz, com asas inteira mente em cantilever, trem de pouso escamoteável, hélice de passo variável e todo revestido de metal. O objetivo de Milch era ter uma força pronta para receber a nova gera- ção de aviões de combate, quando estes estivessem dis-poníveis. Para este fim, a nova força aérea deu ênfase pri-meiramente ao treinamento e quase que metade dos apa relhos pedidos eram máquinas de treinamento: Focke-Wulf Fw 44, Arado Ar 66, entre outros.

Focke-Wulf Fw 44

Por volta de março de 1935, os alemães sentiram-se suficientemente fortes para revelar sua até então secreta força aérea ao mundo. A Luftwaffe tinha agora 1.888 aviões de todos os tipos e concentrava 20.000 oficiais e soldados. Um a um, os "clubes de pilotagem" e "formações policiais", cuja direção era altamente técnica, foram integrando a nova força aérea.
Junkers Ju 87 StukaNessa época, a segunda geração de aviões de combate alemães, os que substituiriam os primeiros tipos interme-diários, haviam começado seus vôos de provas. O caça-interceptador padrão, monomotor, era o Messerschmitt Bf 109, como caça "destruidor" de longa distância funcio-nava o Bf 110 Zerstörer, mais pesado e bimotor. Os bom-bardeiros-padrão eram o Dornier Do 17 e o Heinkel He 111, e para bombardeiros de mergulho de curta distância, havia o Junkers Ju 87 Stuka, mais leve e mais simples. Na segunda metade da década de 30, a última palavra em tecnologia aeronáutica tinha nesses aparelhos, de desenho moderno e grande estabilidade, a sua melhor representação.

Em março de 1936 a Luftwaffe já possuía 2.680 aviões de todos os tipos (incluídos 1.000 bombardeiros e 700 caças). Tal poder permitiu a Hitler, em 07.03.1936 desafiar abertamente o Tratado de Versalhes ao invadir a área desmilitarizada da Renânia sem qualquer oposição aliada. Mas a verdadeira demonstração do poder da Luftwaffe ainda estava por vir.



Guerra Civil Espanhola - O teste de fogo

A Guerra Civil Espanhola começou em julho de 1936 quando um grupo de generais iniciou um golpe militar para depor o recém-eleito governo socialista em Madri. Ao mesmo tempo, o Generalíssimo Francisco Franco (1892-1975), assumiu o poder na Colônia Espanhola do Marrocos em nome dos golpistas.

Infelizmente não podia mover suas tropas para o continente europeu rápido o suficiente para evitar o contra-ataque. A essa altura a Espanha se encontrava dividida entre os rebeldes (conhecidos como Nacionalistas) que mantinham a maior parte do Norte, e o governo (Republicanos) que concentravam-se em Madri, nas províncias bascas, e nas do Sul e do Leste. Esses últimos pediram ajuda aos soviéticos, enquanto que Franco e os Nacionalistas requisitaram auxílio aos governos da Itália e Alemanha.

De início, o apoio aéreo alemão era formado de apenas 20 transportes Junkers Ju 52 e de uma escolta de seis caças Heinkel He 51. Porém a influência dessa pequena força no rumo dos acontecimentos foi muito superior aos seus parcos números.

O General Franco precisava desesperadamente transferir, do Marrocos para a Espanha, tropas que lhe eram leais, e com rapidez. Fazendo até quatro vôos de ida e volta por dia, e transportando cerca de 25 homens, totalmente equipa dos, por viagem, a força de Ju 52 em pouco tempo transportou 10.000 comba-

Bombas prontas para serem colocadas em um Ju 87B Stuka com as marcações da Legião Condor
tentes. Era a primeira vez que se organizava uma operação de ponte aérea em tão grande escala e esta bas-tou para consolidar a posição vacilante de Franco.

Além de propiciar transporte para as tropas de Franco, os alemães acabaram por expandir seu apoio aéreo através daquela que seria conhecida como Legion Kondor (Legião Condor). No final de 1936, ela compreendia aproximadamente uns 200 aviões (metade desses eram Ju 52 e He 51) e cerca de 5.000 homens. Contudo, não foi até a chegada de novos aviões em fevereiro de 1937 que a Legião atingiu o sucesso. Passou empregar então os primeiros Bf 109 e os Ju 87, além dos Heinkel He 111B e Dornier Do 17, que enfrentariam os russos Polikarpov I-15 e I-16 Rata (caças) e os Tupolev ANT-40 (bombardeiros). Com estes, a Legião Condor logo obteve a superioridade aérea nos céus da Espanha.

Bf109E com as marcações da Legião Condor.Em 25.04.1937, 26 bombardeiros da Legião escoltados por 16 caças efetuaram o mais famoso ataque aéreo da guerra, ao despejarem 45 toneladas de bombas sobre a cidade de Guernica.

Tal ataque causou comoção mundial e levou o famoso ar-tista Pablo Picasso a criar o conhecido mural que imor-talizou o episódio. De outro lado, outras potências euro-péias notaram o impacto de Guernica e seu medo do po-der alemão cresceu. Hitler exploraria esse medo ao obter a anexação da Áustria em 1938 e a ocupação da Tche-coslováquia em 1939 sem qualquer oposição britânica ou francesa.

Enquanto isso a Legião Condor ganhava superioridade aérea nos céus da Espanha, fazendo surgir os primeiros ases alemães, entre eles Werner Mölders (1913-1941), Hannes Trautloft (1912-1995) e Adolf Galland (1912-1996).

Entre junho e julho de 1937 estiveram envolvidos no front de Madri, onde obtiveram a superioridade aérea por volta de 12.07 - tendo perdido apenas 8 aviões para tanto. Também já tinham desenvolvido novas técnicas de suporte, empregando tanto os antiquados He 51 como os Ju 87 Stuka.

Quanto aos caças, uma nova formação de ataque foi criada por Werner Mölders durante a Guerra Civil e que seria usada pelos alemães e copiada pelos aliados durante a II Guerra Mundial: o schwarm ou finger-four.

Mölders terminaria sua campanha como o maior ás alemão da Legião Condor com 14 vitórias. Já o piloto Nacionalista Joaquín García-Morato y Castano seria considerado o maior ás de todo o conflito com 40 vitórias aéreas.
Werner Mölders, o maior ás alemão da Guerra Civil Espanhola.

Os três maiores ases alemães da Legião Condor (esq-dir):  Wolfgang Schellmann (12 vitórias), Harro Harder (11)  e Mölders (14).

No entanto, o ritmo alucinante já começava a cobrar seu preço dos pilotos da Legião Condor: voando até sete mis sões no mesmo dia, os acidentes começaram a ser fre-qüentes.

Hitler implantou, então, um sistema de revezamento, tra-zendo de volta os oficiais e pilotos mais antigos e envian do ou-tros novatos para adquirir experiência em combate.

Mesmo assim, os êxitos continuaram: em 07.02.1938 caças da Legião atacaram uma formação de 12 Tupolev ANT-40 der rubando 10 deles sem nenhuma perda.


Com o tempo as forças Nacionalistas foram ganhando auto-suficiência, à medida que os pilotos da Luftwaffe treinavam voluntários espanhóis. Gradualmente, a participação da Legião Condor foi diminuindo em número, mas não em importância, uma vez que as missões mais difíceis eram destinadas à eles. As últimas missões da Legião Condor tiveram lugar em 06.02.1939 - os Republicanos renderam-se em 26.03.1939. Em 14.04.1939 foi criada uma condecoração específica para os combatentes da Legião Condor, a Cruz Espanhola.

Em 26.05.1939, 5.136 oficias e soldados da Legião Con-dor chegaram de volta à Alemanha, onde foram recebidos com várias homenagens e recepcionados pelo Führer e por Göring em uma grande parada em Berlim. Mais do que isso, os seus feitos foram excepcionais: 386 aeronaves inimigas foram destruídas (313 em combate aéreo) e 21.000 toneladas de bombas foram lançadas. Tudo isso para a perda de apenas 72 aeronaves em combates e 226 baixas entre pilotos e pessoal de terra. Além disso, o Bf 109 havia se mostrado como o melhor caça da sua época e o Stuka havia demonstrado seu poder de desmoraliza- ção do inimigo (particularmente após a adição de sirenes e apitos nos aviões e nas bombas que eram lançadas, vi-sando aumentar o ruído).
Elementos da Legião Condor em parada pelas ruas de Berlim, junho de 1939.

Com tudo isso, a Luftwaffe chegava a 1939 com um grupo de pilotos altamente experientes, habilidosos e com um alto grau de motivação. Isso seria a principal força motriz da Força Aérea alemã nos primeiros três anos da guerra e o fator fundamental de sua superioridade.


Principais Ases (5+ vitórias)
Nome
Vitórias
*
40
Sergei Ivanovich Gritsevets
30
--
Julio Salvador Díaz Benjumea
24
--
Manuel Zarauza Claver
23
--
Ivan Yevgraphovich Fedorov
23
--
Sachar Sachayinov Goronov (Bulgaria)
22
--
Manuel Vázquez Sagastizabal
21
--
Leopoldo Morquillas Rubio
21
--
Aristides García López
17
--
Alexandr Stepanovich Osipenko
17
--
Ángel Salas Larrazábal
16
--
Anatol Konstantinovich Serov
16
--
Mario Bonzano
15
--
Antonio Arias
15
--
Pavel Vasilyevich Rychagov
15
--
Werner Mölders
14
Brunetto di Montegnacco
14
--
Ivan Trofimovich Yeremenko
14
--
Guido Presel
13
--
Miguel Guerrero Garcia
13
--
Vladimir Ivanovich Bobrov
13
--
Sergei Prokofyevich Denisov
13
--
Wolfgang Schellmann
12
Miguel Garcia Pardo
12
--
Gonzalo Hevia
12
--
Ivan Alexeyevich Lakeyev
12
--
Stepan Pavlovich Suprun
12
--
Antonio Cano
12
--
Harro Harder
11
Joaquín Velasco Fernández Nespral
11
--
Manuel Aguirre López
11
--
Andrés García la Calle
11
--
Peter Boddem
10
Guido Nobili
10
--
Carlos Bayo Alessandri
10
--
José Maria Bravo Fernández
10
--
Miguel Zambudio Martínez
10
--
Emilio Ramirez Bravo
10
--
Juan Comas Borras
10
--
Rodolphe G. C. Hemricourt de Grunne
10
--
Abel Guides
10
--
Nikifor Emmanuilovich Glushenkov
10
--
Walter Oesau
09
Herbert Ihlefeld
09
Reinhard Seiler
09
Otto Bertram
09
Wilhelm Ensslen
09
--
Carlo Romagnoli
09
--
Adriano Mantelli
09
--
Andrea Zotti
09
--
Antonio Arias
09
--
Ignatii Semenovich Soldatenko
09
--
Hans-Karl Mayer
08
Herwig Knüppel
08
Sabino Cortizo Bertolo
08
--
José Falcón San Martín
08
--
Frank Glasgow Tinker Jr.
08
--
P.J. Agafonov (Ahmed Amba)
08
--
Ivan Alexandrovich Devotchenko
08
--
Fedor Dmitriyevich Kovenev
08
--
Lev Levovich Shestakov
08
--
Alexandr Andreyevich Zaitsev
08
--
Wilhelm Balthasar
07
Horst Tietzen
07
Krafft Eberhardt
07
Hermann Grabmann
07
--
Walter Grabmann
07
Giuseppe Cenni
07
--
Javier Allende Isasi
07
--
Esteban Ibarreche Arriaga
07
--
Felipe Del Río Crespo
07
--
Francisco Meroño Pellicer
07
--
Juan Lario Sanchez
07
--
Jan Ferak (Tchecoslovaquia)
07
--
Bosco Petrovic (Iugoslávia)
07
--
Alexei Alexandrovich Denisov
07
--
Mikhail Andreyevich Fedoseyev
07
--
Viktor Ivanovich Sklyarov
07
--
Mikhail Nikolayevich Yakushin
07
--
Andrei Mikhailovich Stepanov
07
--
Herbert Schob
06
Rolf Pingel
06
Kurt Rochel
06
--
Armando François
06
--
Ricardo Emo Seidl
06
--
Emilio O'Connor Valdivielso
06
--
José Larios Fernández
06
--
José Pascual Santamaria
06
--
Francisco Tarazona Torán
06
--
Yevgenii Nikolayevich Stepanov
06
--
Boris Alexandrovich Turshanski
06
--
Valentin Ivanovich Khomyakov
06
--
Ivan Ivanovich Kopets
06
--
Pavel Terenyevich Korobkov
06
--
Peaton Nikolayevich Smolyakov
06
--
Yevgenii Nikolayevich Stepanov
06
--
Nikita Timofeyevich Syusyukalov
06
--
Georgii Nefodovich Zakharov
06
--
Günther Lützow
05
Hannes Trautloft
05
Joachim Schlichting
05
Georg Braunshirn
05
--
Gotthard Handrick
05
Wolf-Heinrich von Houwald
05
--
Wolfgang Lippert
05
Willy Szuggar
05
--
Guiseppe Aurili
05
--
Giuseppe Baylon
05
--
Gilberto Caselli
05
--
GianLino Baschirotto
05
--
Enrico degli Incerti
05
--
Alfiero Mezzetti
05
--
Luigi Monti
05
--
Aldo Remondino
05
--
Arrigo Tessari
05
--
Nicola Zotti
05
--
Javier Murcia Rubio
05
--
Jorge Muntadas Claramunt
05
--
Rafael Simón García
05
--
Abundio Cesteros García
05
--
Antonio Manrique Garrido
05
--
Luis Alcocer Moreno Abella
05
--
Julio Pereiro Peréz
05
--
Rafael Magrina Vidal
05
--
Willian Laboussiere
05
--
? Rayneau
05
--
Harold E. Dahl
05
--
Sergei Nikolayevich Polyakov
05
--
Nikolai Ivanovich Shmelkov
05
--
Sergei Fedorovich Tarkov
05
--
Alexandr Ivanovich Kirillov
05
--
Sergei Alexandrovich Chernych
05
--

 


Memorial da Legião Condor no cemitério de La Almudena em Madri.

 

História da Luftwaffe
Organização e Estrutura