O conteúdo do texto a seguir não destina-se a fazer qualquer tipo de justificativa, muito menos julgar os fa-tos ocorridos durante os violentos, românticos e acima de tudo, revolucionários anos 20 e 30. O único objetivo desta página introdutória é de tentar contar um pouco da história do início da II Guerra Mundial, mostrando al-guns fatos importantes que levaram ao nascimento de um regime totalitário na Alemanha, bem como as cau-sas que culminaram com o surgimento do maior conflito que a humanidade já presenciou. Tudo isto mostrado de uma maneira diferente, visto e vivido pelos olhos dos vencidos.

Tropas alemãs retornam do front após a assinatura do Armistício, novembro de 1918.

Em 11 de novembro de 1918, após suportar quatro anos de uma guerra extremamente cara do ponto de vista humano e econômico e igualmente infrutífera, a Alemanha não tinha outra alternativa a não ser aceitar o Armistício. O tratado foi assinado em Versalhes no dia 26.06.1919 sendo importante ressaltar que a tal ponto se mostrava cruel e espoliativo que o Senado norte-americano o rejeitou por incidente, em sessão realizada no dia 20 de novembro de 1919. "Isso não é a paz. Isso é um armistício por vinte anos", comentou o Marechal Foch (Comandante Supremo dos exércitos aliados na França) a respeito do Tratado de Versalhes, e de certa forma, sua previsão foi bastante exata.

Até mesmo Lênin declarou em 15 de outubro de 1920: "A ordem mantida pelo tratado de paz de Versalhes acha-se sobre um vulcão...".


A assinatura do Tratado deixou a Alemanha humilhada e despojada suas possessões. Perdeu todas as suas colônias e, na Europa, a Alsácia-Lorena, Posnânia, Alta Silésia, Prússia Ocidental, Sudetos e partes da Prússia Oriental (Memel), Schleswig-Holstein e Renânia. No total o território germânico foi reduzido de 2.915.068 km² para 540.000 km² (aproximadamente 1/6 do original).

Os antigos Impérios Austro-Húngaro e Otomano haviam sido reta-lhados segundo fronteiras impostas pelos vencedores, originando novos Estados como: Tchecoslováquia, Polônia, Iugoslávia (na Eu ropa) e Iraque, Síria, Jordânia, Líbano e Palestina (no Oriente Mé- dio). O governo imperial russo foi sucedido pelo sistema comunis-ta e o Império Alemão (II Reich) deu lugar a uma república (Wei-mar).

Deve-se também observar o fato de a Polônia, que poucos meses antes havia sido recriada, também foi beneficiada com três impor- tantes áreas de terras (Alta Silésia, Posnânia e Prussia Ociden-tal), todas densamente povoadas por cidadãos de origem germâ- nica. Com a entrega da Prússia Ocidental à Polônia e o surgimen to do chamado "Corredor Polonês", a Prússia Oriental e a cidade de Dantzig ficaram completamente separadas do território alemão (ver mapa), com acesso apenas pelo mar. Isto, obviamente cau-sou varios incidentes de fronteira além de contribuir para a discri-minação da minoria de origem germânica que estava sob controle dos polacos.

Aviões alemães destruídos nas condições do Armistício.

Caso parecido ocorreu na África, onde povos de mesma etnia foram separados por fronteiras impostas pelos "sábios" colonizadores europeus, ao mesmo tempo em que grupos étnicos rivais foram reunidos em um mes mo país, provocando atritos pela disputa de poder entre as tribos hostis e originando guerras intermináveis que perduram até os dias de hoje.

Uma dona-de-casa alemã acende seu fogão usando as cédulas de dinheiro desvalorizadas durante a hiperinflação de 1923.

Fora isso, os exércitos dos Estados Unidos, França e Inglaterra ocupa-ram a região do Reno (Renânia) e do Ruhr (em 1923), limitaram rigorosa-mente o tamanho das Forças Armadas Alemãs e obrigaram o país a pa-gar altíssimas indenizações pela guerra (6 bilhões de libras esterlinas) que logo provocaram o colapso de sua economia, fazendo surgir a hiper-inflação e o desemprego em massa.

Em novembro de 1923 a proporção era de US$ 1,00 (Um dólar america-no) para 4.210.500.000.000,00 DM (Quatro trilhões duzentos e dez bilhõ es e quinhentos milhões de marcos alemães). O valor do marco havia ca ído tão drasticamente que, para uma dona-de-casa alemã, era mais eco-nômico acender o fogão com dinheiro do que usá-lo para comprar lenha.

Dois dias após assinado o Tratado, um próprio deputado francês denun- ciou que haviam sido criados motivos suficientes para uma próxima guer ra. É por isso que a grande maioria dos historiadores consideram o perío do que vai de 1919 a 1938 (entre-guerras) como um simples armistício, e a I e II Guerras Mundiais como sendo duas fases de um mesmo conflito.

A tabela a seguir mostra os territórios perdidos pela Alemanha (ver mapa) no final da Primeira Guerra Mundial e os países que os receberam:

Inglaterra
França
Polônia
Tchecoslováquia
Bélgica
Dinamarca
Lituânia
Togo (50%)
Togo (50%)
Alta Silésia
Alta Silésia
Ruanda-Burundi
S.Holstein
Memel
(56.000 km²)
(13.230 km²)
(26.338 km²)
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Camarões (10%)
Camarões (90%)
Posnânia
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Renânia (parte)
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(474.000 km²)
(28.993 km²)
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Tanzânia
Alsácia-Lorena
Prussia Oc.
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(938.043 km²)
(14.552 km²)
(25.556 km²)
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Namíbia
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(822.876 km²)
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Samoa Oc.
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(2.927 km²)
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Arq. Bismarck
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(53.000 km²)
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Naura
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(21 km²)
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Divisão política da Europa após a unificação alemã.
Divisão política da Europa à véspera da I Guerra Mundial.
Divisão política da Europa após a I Guerra Mundial.
Divisão política da Europa durante o III Reich.
Divisão política da Europa após a II Guerra Mundial.

 

A Ascensão de Hitler ao poder

Assim, foi em uma Alemanha envenenada pelo descontentamento que Adolf Hitler não encontrou dificuldades em incitar o ressentimento de seus compatriotas contra o "tratado de escravatura" de Versalhes. Seus discur-sos, de carácter absolutamente nacionalista (seguindo a forte tendência da época), falavam da grandeza nacio nal e da superioridade cultural germânica, denunciava judeus e comunistas como aqueles que haviam apunha-lado a Alemanha pelas costas e levado o país à derrota na I Guerra Mundial.

Os primeiros por pertencerem ou colaborarem com o Movimento Sionista, que por sua vez apoiava a Inglaterra, em troca de uma promessa britânica (A Declaração Balfour) que lhes garantiriam o direito sobre a Palestina, que nessa época ainda pertencia ao Império Otomano. Os demais, por apoiarem a Revolução Comunista na Rússia e desejarem o mesmo para a Alemanha. Ambos, além de não contribuírem com os esforços de guerra, organizavam boicotes, incitavam os soldados na linha de frente a abandonarem o conflito e eram favoráveis a abdicação do Kaiser Wilhelm II (1859-1941), afim de que fosse constituída uma República. Além disso, Hitler dizia que durante a I Guerra Mundial, os judeus vendiam os segredos alemães para a Tríplice Entente e que, na crise, se apropriaram do capital nacional.

Em 1919 Hitler torna-se membro do Partido dos Trabalhadores Ale mães que em 1920 recebe o nome de Partido Nacional-Socialista dos Trabalhadores Alemães (National Sozialistische Deutsche Arbeiter Partei) ou simplesmente NSDAP. Em 22.05.1926 Hitler é indicado para ser líder supremo do partido e assume a responsa-bilidade pela ideologia e política partidária. Em 1930 o NSDAP obtém grande votação nas eleições nacionais, surgindo como o segundo maior partido do país, em 1932 já contava com 230 cadei ras no Parlamento e cerca de 13 milhões de afiliados.

Em 30.01.1933 o velho general e presidente da República que der-rotara Hitler nas eleições presidenciais de 1932, Paul von Hinden-burg, o "último símbolo da grandeza da Prússia e também do seu declínio", após sofrer fortes pressões, nomeou o antigo "cabo aus-tríaco", como Chanceler da República da Alemanha.

Nesse período, vale ressaltar que mesmo antes do governo de Hitler ter começado a restringir os direitos dos judeus alemães, os líderes da comunidade judia mundial declararam formalmente guerra à "Nova Alemanha" (boicote econômico de 1933), isso num

Observado por Hermann Göring, o chanceler Adolf Hitler cumprimenta o presidente Hindenburg, em Berlim - fevereiro de 1934.

momento em que o próprio governo norte-americano e até mesmo os líderes judeus na Alemanha estavam aconselhando prudência na forma de como lidar com o novo regime. Contudo, tal boicote não só provocou represálias por parte do governo alemão mas também preparou o terreno para uma estranha aliança política e econômica entre o governo de Hitler e os líderes do movimento sionista que esperavam que a tensão entre os nazistas e os judeus alemães conduzisse à emigração maciça desses para a Palestina. Até mesmo uma moeda comemorativa chegou a ser cunhada para celebrar a visita conjunta de Leopold Von Mildenstein (membro da SS e do NSDAP) e Kurt Tuchler (do Movimento Sionista Alemão) ao Oriente Médio.

No ano seguinte, mais precisamente em 02.08.1934, com a morte de Hindenburg, Hitler acumulou o cargo de Presidente e seu poder tornou-se absoluto. Em seguida deu início a um programa maior de rearmamento, em contravenção ao Tratado de Versalhes, mas sem ser impedido pelos demais signatários, e no começo de 1936 já estava confiante o bastante para enviar tropas alemãs para reocupar a região desmilitarizada do Reno (Renânia). Mais tarde, nesse mesmo ano, ele e seu aliado italiano Benito Mussolini enviaram auxílio ao General Francisco Franco durante a Guerra Civil Espanhola e assinaram um pacto unindo-os no Eixo Roma-Berlim.

 

A Política Expansionista

A preocupação primária de Hitler durante esse período foi com a necessidade alemã de Lebensraum, ou seja, "espaço vital". Se o país devia passar de nação de segunda categoria para primeira potência mundial, necessi-tava de espaço para se expandir, e se precisava comportar uma população em rápido crescimento e exigindo prosperidade, necessitava de terras para cultivo e matérias-primas para energia e indústria. Hitler desejava transformar seu país em um Império (III Reich) a Grande Alemanha, um Estado unificado de todos os territóri-os de língua e cultura germânica (ver mapa).

Policiais austríacos ajudam os alemães a levantarem a barreira fronteiriça.

Começou olhando em direção à Áustria que já a algum tempo enfrentava uma situação política instavel causada principalmente pelo antagonismo existente entre os socia listas que dominavam a capital Viena e os conservadores que controlavam as provincias. Durante a Grande Depres-são Econômica do inicio da decada de 30, os sucessivos governos do conservador Partido Social Cristão não podia mais controlar o crescente mal-estar e a miséria econômi ca. Além disso, o aumento da simpatia popular pelos na-zistas se converteu em outro fator decisivo para desesta-bilizar ainda mais o governo.

Em 1933, o chanceler social-cristão Engelbert Dollfuss, havia dissolvido o Parlamento devido aos enfrentamentos entre seu partido em franco declínio e a crescente oposi- ção de esquerda e extrema direita. Em fevereiro de 1934

apoiado pelo exército e pela Liga de Defesa da Pátria (Heimwehr) - uma organização paramilitar de origem fas-cista - eliminou a oposição socialista. Em seguida aboliu todos os partidos políticos exceto a Frente Pátria Mãe criada por ele para unir as forças conservadoras. Em abril de 1934 Dolffuss introduziu uma nova constitui- ção que acabou com o regime parlamentarista concedendo todo o controle do país ao poder executivo, dessa forma ele estabelecia uma ditadura. Após o assassinato de Dolffuss durante um Putsch (levante) dos nazistas em julho, Kurt von Schuschnigg assumiu o poder como novo chanceler austríaco.

Em fevereiro de 1938, depois de sofrer forte pressão, o chanceler austríaco Schuschnigg pediu um plebiscito que tratasse da anexação da Áustria pela Alemanha. Mas antes disso acontecer, Hitler - que por muitos anos havia sonhado com o Anschluß (união política) - pediu a sua renuncia. No dia 12.03.1938 os alemães ocupam a Áustria, sendo recebidos com grande entusiasmo e sem encontrar qualquer resistência. No dia seguinte a Áustria é declarada como sendo parte integrante do III Reich e Arthur Seyss-Inquart (que havia sido Ministro do Interior de Kurt von Schuschnigg) é nomeado seu governador. Algumas semanas depois seria realizado um plebiscito onde 99,73% da população austríaca aprovaria a anexação, ratificando definitivamente o Anschluß e a vontade da maioria do povo germânico.

No verão do mesmo ano, diante da pouca ou nenhuma resistência encontrada na anexação da Aústria, Hitler apresentou outra reivin- dicação territorial: pediu a região dos Sudetos (Cadeia de monta-nhas que se estende ao longo da fronteira setentrional da Repúbli-ca Tcheca, ver mapa), formada por uma população predominante-mente de origem germânica, também rica em recursos naturais e fábricas de equipamentos bélicos.

Após a queda do Império Áustro-Húngaro os Sudetos ficaram sob controle da recém criada Tchecoslováquia. Desde então, isto vinha incomodando os alemães que sempre formaram o grupo populacional predominante na região (ver mapa) e que se sentiam, naquele momento, excessivamente discriminados tanto pelos tchecos quanto pelos eslovacos.

Em setembro de 1938, delegados da França e da Inglaterra viaja-ram à Munique na tentativa de encontrar uma solução para o pro-blema. Propuseram a Hitler que se ele concordasse em respeitar as fronteiras e a soberania da Tchecoslováquia, seus governos apoiariam a reinvidicação alemã sobre a região dos Sudetos. No

O primeiro-ministro britânico Arthur Neville Chamberlain (1869-1940) e Hitler encontram-se em setembro de 1938 para discutir as intensões alemãs com relação à Tchecolslováquia.
dia 1º. de outubro de 1938 os Sudetos são oficialmente anexados ao III Reich, Hitler enfrentara o mundo, ou melhor, "os donos do mundo" e conseguira o que desejara, sem disparar um único tiro.

Diante de Hitler e Goring, Konrad Heinlein - o líder nazista da região - discursa para a multidão logo após a anexação dos Sudetos.

No dia 12 de março de 1939 Hitler propõe a Vojtech Tuka e a Franz Karmasin, dirigentes separatistas eslovacos de visita a Berlim, que o governo autónomo de Monsenhor Jozef Tiso declare a independên-cia, e se separe da Tchecoslováquia. A propaganda alemã encorajou o antigo descontentamento entre as minorias tchecas, forçando o governo a conceder autonomia para várias regiões. Com o apoio de Berlim, no dia 14 de março de 1939, a Eslováquia declarou-se inde-pendente. Imediatamente, no dia seguinte, Hitler forçou o governo tcheco a aceitar que a Boêmia e a Morávia (províncias que formam a República Tcheca) se tornassem protetorados alemães, nesse mes-mo dia as tropas alemãs entram em Praga e em 16.03.1939 Hitler proclama que a "Tchecoslováquia deixou de existir". Assim, apenas seis meses depois de afirmar que pretendia apenas os Sudetos, ele riscava a Tchecoslováquia do mapa da Europa, sem recorrer à guer- ra aberta, usando nada mais do que uma "forte" diplomacia. Em 17 de março de 1939 a Inglaterra e a França protestam contra a viola- ção do Acordo de Munique, de 1938, "não reconhecendo a validade da nova situação criada na Tchecoslováquia."

O ato final das ocupações pacíficas levadas a cabo por Hitler antes da II Guerra foi a anexação do distrito (ou Província) de Memel então pertencente à Lituânia. Esta área da Prússia Oriental, com 160.000 habitantes tinha sido cedida aos lituanos logo após o final da I Guerra Mundial, através da Convenção de Memel de 1924. No dia 20 de março de 1939 Hitler exigiu ao governo da Lituânia que a região fosse devolvida à Alemanha e, surpreendentemente, o governo lituano concordou. Assim, em 23 de março de 1939 procedeu-se com a ocupa ção pacífica da área, através de tropas que desembarcaram de navio.

 

Polônia e o início da II Guerra Mundial

Após os triunfos na Áustria, Tchecoslováquia e Memel, Hitler voltou sua atenção para a região que sempre ha-via ocupado lugar de destaque em seus planos de expansão: os territórios perdidos para a Polônia no final da I Guerra Mundial. Em 23 de agosto de 1939 o Pacto de Não-Agressão (pacto Molotov-Ribbentrop) com a União Soviética é assinado em Moscou. Ele incluía um protocolo secreto que dividia a Europa oriental em zonas de influência alemã e soviética. Este pacto firmado com Josef Stalin foi o ponto de partida de Hitler. Livre do fantasma de uma retaliação soviética, ele estava liberado para realizar seu avanço contra a Polônia.

Na verdade, Hitler não desejava uma guerra de proporsões gigantes-cas ou mundial, pois a Alemanha não estava preparada para um con-flito de tal envergadura. Desejava "apenas" somar um pedaço da Polô nia ao seu crescente império e o pacto com Stalin garantia que os so viéticos não se oporiam a esse movimento. Na realidade, a Alemanha e a União Soviética planejaram dividir a Polônia entre si (ver mapa), e a Alemanha também concordava em não tomar nenhuma atitude se houvesse uma invasão soviética na Finlândia e nas Repúblicas Bálti-cas. Três dias depois de assinado o pacto teuto-soviético, em 26.08. 1939 a Inglaterra assina com a Polônia um Pacto de Assistência Mú tua em caso de agressão externa.

Cinco dias depois, mais precisamente às 4h e 45min. do dia 1º. de setembro de 1939, os alemães invadem a Polônia. A Inglaterra deu à Alemanha um ultimatum para retirar suas tropas daquele país até o dia 03.09.1939, caso contrário se consideraria em estado de guerra. Esgotado o prazo, os piores temores de Hitler foram confirmados, quando a Inglaterra e a França "honraram" seus compromissos com a Polônia e declararam guerra à Alemanha. Começava assim o maior conflito da história da humanidade, a Segunda Guerra Mundial.

(Esq-dir): Molotov, Ribbentrop e Stalin em 23 de agosto de 1939.

Em 17 de setembro de 1939 a União Soviética também invade a Polônia, a partilha do território polonês estava concluída. O governo soviético apresenta uma nota, considerando que o "Estado Polaco e o seu governo deixa ram de existir", e que por isso os tratados existentes entre os dois países deixaram de ser válidos. No dia 30. 11.1939 o Exército Vermelho invade a Finlândia e no ano seguinte as Repúblicas Bálticas (Estônia, Letônia e Lituânia).

Vitrine de uma loja na Alemanha em 1939.

Passado mais de meio século, uma pergunta segue sem resposta. Por que a Inglaterra e a França não se opu seram à União Soviética, que além de invadir a Polônia, avançou sobre a Finlândia, Estônia, Letônia e Lituânia? Talvez, porque os russos não representassem naquele momento, uma ameaça aos seus interesses imperialistas, ou pelo menos uma ameaça tão grande quanto à germânica.

Em segundo, porque eles viam os comunistas como um "inimigo natural" do fascismo europeu e sabiam que, mais cedo ou mais tarde, os so viéticos assumiriam a linha de frente na guerra contra a Alemanha e seus aliados.

 

História da Luftwaffe
Organização e Estrutura