Focke-Wulf Fw 44
"Stieglitz"


Fw 44 (W.Nr.2906) D-EGBR, Alemanha.


A Focke-Wulf foi uma das empresas aeronáuticas mais famosas da Segunda Guerra Mundial, mas no iní- cio dos anos 30, a situação para seus donos era desesperadora. Em adição às conseqüências da Crise da Bolsa de New York, a Focke-Wulf tinha acabado de se fundir com a Albatros, conglomerado cuja fama remota aos tempos da I Grande Guerra.

O primeiro aparelho da empresa a entrar no mercado foi justamente o Fw44, sobre o qual apostaram toda a sorte da empresa. O desenho atraente - que se revelaria de grande aceitação comercial - era obra de um en-genheiro recentemente contratado, o Dr. Kurt Tank, o qual mais tarde se tornaria o pai do famoso caça mono-posto Focke-Wulf Fw190.

O Focke-Wulf Fw44 foi concebido originalmente como uma aeronave biplana e dotada de dois assentos enfi-leirados, utilizada para propósitos civis, como o treino de novos pilotos e vôo esportivo. O Stieglitz realizou o primeiro teste em meados de 1932 e apenas alguns detalhes prejudicaram a manobrabilidade do avião. Tank, apenas aumentou a envergadura da aeronave e aprimorou as estruturas de manobra, como os flaps e slats. O novo Fw44, nos vôos seguintes, provou ser um aparelho de incrível manobrabilidade e capacidade acrobática.

Vários pilotos alemães famosos da década de 1930 se apresentavam nos shows aéreos realizando acrobacias com seus Stieglitzen. Em pouco tempo, a obra de Tank tornou-se a primeira opção de nomes como Ernst Udet, Gerd Achgelis e Emil Kopf e, mais tarde, clubes, escolas de vôo e entusiastas ricos o compravam às centenas. A fama do Fw44 não se resumiu apenas à Alemanha, outros doze países (incluindo o Brasil) com-praram ou fabricaram sob licença o Stieglitz.

Uma segunda versão foi desenvolvida, sendo denomin-ada de “série B”. Essa nova variante contava com um motor mais potente, o Argus AS8 de quatro cilindros em linha invertidos, refrigerado à ar e capaz de desen-volver 120 hp de potência.

A nova propulsão, ao contrário do antigo Siemens ra-dial, melhorava o coeficiente aerodinâmico do aparelho, tornando-o mais rápido.


O modelo B foi produzido em quantidades muito limitadas e foi seguido da variante C. O Fw44C voltou a adotar a propulsão radial Siemens - agora um Siemens SH 40 radial de 7 cilindros e 150 hp (mais barata e mais po-tente) e foi fabricado em grandes quantidades, se tornado a versão mais famosa do Stieglitz.

A nova variante contava com uma fuselagem de aço, porém as asas, assim como suas estruturas de supor-te, eram manufaturadas em madeira. Ambos os cock-pit eram abertos, sendo que o piloto ou o estudante de vôo sentava-se na porção traseira, enquanto o instrutor ou passageiro ficava à frente.

A nova versão obteve novamente sucesso mundial. A própria Luftwaffe fechou um contrato com a Focke-Wulf em meado dos anos 30, elevando o Stieglitz a catego-ria de principal avião treino. Tal posição foi mantida até

o final do conflito, de modo que praticamente todos os pilotos alemães formados nesse período voaram no Fw 44 durante algum momento de sua carreira.

Histórico
Séries:
A, B, C
Categoria(s):
Biplano de treinamento acrobático e vôo esportivo
Tripulantes:
2
Primeiro Vôo:
 
Primeira entrega:
1934
Última entrega:
 
Ficha Técnica - Fw 44C
Motor:
1 x Siemens Sh 40 radial de 7 cilindros
Potência:
150 hp
Dimensões:
Envergadura:......................................9,00 m
Comprimento:.....................................7,30 m
Altura:.................................................2,70 m
Pesos:
Vazio:..................................................750 kg
Máximo:............................................. 980 kg
Desempenho:
Vel. cruzeiro:......................................178 km/h
Vel. máxima:......................................230 km/h
Vel. ascensão:....................................138 m/min
Autonomia:.........................................700 km
Teto serviço:......................................4.250 m
Armamento(s):
Nenhum
 

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